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Conversando com os pais…

Publicado em: 14/08/2011


No ambulatório de Pediatria do Posto Medico Padre Pio, não atendo apenas crianças e adolescentes, atendo famílias”

Toda criança tem o direito de crescer em um ambiente propício e acolhedor (embora nem sempre o seja), onde ela terá sua formação diária, o seu desenvolvimento.

Para o médico pediatra, é de suma importância conhecer onde a criança está inserida, com quem ela convive, o que ela assiste na televisão, seus amiguinhos e coleguinhas de escola, como é o seu sono, o seu lazer, sua alimentação e hábitos. E mais, a criança vive tudo isso sob o olhar de sua família e por isso digo, é com a família que trabalhamos!!

Pais e mães, vocês não imaginam a importância que têm na vida de seus filhos!!!

É claro que vocês têm uma noção, mas esta formação é mais abrangente do que simplesmente cuidar da saúde física, alimentar, vestir e dar direções e regras de boa educação. Também não se limita a passar os valores recebidos de seus pais.

Estejam atentos ao decorrer do dia dos seus filhos.

Como diria um professor na época da faculdade: “Uma criança de 2 anos não vai dormir do mesmo modo que acordou pela manhã. Há um mundo a ser explorado, a ser conhecido, sempre há um objeto novo, uma nova palavra que a mamãe diz e o mundo desta criança se amplia a cada dia. E onde os pais entram nesta história? Não interrompendo este processo, mas incentivando e amparando!!!”

Vejamos alguns exemplos:

A mãe diz:

- Mas a criança tem tantos brinquedos e insiste em abrir o armário da cozinha, pegar as panelas e suas tampas, fazendo bagunça e muito barulho!

É isso mesmo! Deixe-a brincar!!! Costumo dizer para os pais de uma criança nesta idade:

- A criança é curiosa, e isso tem muito a ver com inteligência! Deixe-a explorar o ambiente e não diga “não” em excesso.

A mãe diz:

-Não gosto que ela mexa em nada! Ela precisa aprender a deixar tudo no lugar!

Uma criança que recebe muito “não”, que não pode tocar em nada em sua própria casa poderá se tornar um adulto tímido e sem iniciativas.

E este é uma das situações nas quais os pais podem agir amparando os seus filhos. Com um olhar atento e amoroso saber qual o momento de orientar, o momento de dizer- “Isso não!”, “Cuidado!”

Reserve o “não” para situações específicas e aí sim, este “não” deve ser mantido, ainda que a criança chore, faça birra e esperneie.

Quando você mantém o “não” apesar de toda birra que a criança faça, está dando-lhe a chance de lidar com as frustrações e sobreviver a elas!!!

O choro não lhe fará mal e ao aprender a se acalmar sozinha a criança estará dando um importante passo no seu crescimento.

Vale dizer: “Isso começa por volta dos dois anos, não é bom esperar cinco aos de idade e muito menos a fase de adolescência para ensinar seu filho a viver!!!”

Roseli de Oliveira
Médica pediatra e missionária
Graduada em medicina pela Universidade de Brasília -UnB
Residência em Pediatria na UNESP – Botucatu
Membro Para Sempre da Comunidade Canção Nova
Ingresso na Comunidade em 28/12/2000 e desde então trabalhando no Posto Médico Padre Pio

Um comentário

Nome Regiane

25/08/2011

Desde já quero parabiniza-la … a matéria ficou ótima!!!