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Quarta-feira, 26 de junho de 2019
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Interdisciplinaridade: Mito ou Realidade

Publicado em: 08/09/2011

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“Interdisciplinaridade: Mito ou Realidade” foi o tema da ultima palestra no primeiro dia do Simpósio ministrada pelo mestrando Marcos Uriostes.

O desafio central da interdisciplinaridade, segundo o palestrante , “é a compreensão dos paradigmas científicos, trazendo a reflexão entre o equilíbrio da dinâmica humana com o ritmo da ciência”.

Nesse ponto aparece a necessidade do questionamento, quando o ser humano se questiona sobre os “porquês” da vida, para assim conhecer um pouco mais sobre si mesmo e o ambiente ao seu redor.

De acordo com Urioste, a interdisciplinaridade é a atualidade quando o assunto é educação, uma prática inovadora e desafiadora no que diz respeito ao tema. As raízes históricas apontam os movimentos estudantis como marco importante no paradigma da interdisciplinaridade. Tanto no que diz respeito à ordem social, política e econômica.

Em paralelo, podemos mostrar no momento atual um cenário de definições sendo construídas, no qual há muitas discordâncias sobre o conceito. A reflexão da interdisciplinaridade é, muitas vezes, dividida em duas abordagens, segundo ele.

“Quando falamos em interdisciplinaridade é preciso nos atentarmos a uma série de conceitos que apresentam relações semelhantes, variando apenas no grau de cooperação e coordenação entre as áreas de atuação”, afirma.

Na interdisciplinaridade, as relações profissionais tendem a ser horizontais, com ligações paralelas entre os membros de uma ou mais áreas, fazendo com que a segmentação da gestão do projeto vigente passe por todas as áreas atuantes. O que segundo o palestrante, requer um nível avançado de cooperação e coordenação, pois todo conhecimento deve ser valorizado, e isso deve ser feito através do diálogo. A equipe deve estar em sintonia, pois a criatividade deve caminhar lado a lado com a autonomia e a sensibilidade para a inclusão de várias áreas no processo.

É interessante refletirmos sobre a questão da velocidade: “Quem é que dita o ritmo da relação entre o paradigma científica e a comunidade social?” É importante levantarmos a reflexão do fragmento, pois, muitas vezes, somos parte de algo que nem sempre temos contato com o produto final. Precisamos não ser apenas agentes que fazem parte de um processo, mas sim do todo. Temos que nos questionar sobre o que não nos é claro, só assim não seremos seres humanos fragmentados, que fazem parte de uma comunidade por simples comodidade, conforme salienta Urioste.

“Somos agentes de transformação e precisamos nos colocar como tal. Formadores de opinião e, muitas vezes, espelho de uma geração. As relações são complexas e, geralmente, entrelaçadas. As diversas áreas estão ligadas, e cabe ao profissional encontrar essa relação, pois ela nem sempre irá se apresentar da mesma forma. Precisamos aprender a fazer essa leitura, para entender o paradigma e colocar tudo isso na prática, independente das áreas”, conclui Marcos Urioste.

Matéria original: Equipe Portal Canção Nova