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Terça-feira, 25 de setembro de 2018
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Justiça e Paz

Publicado em: 22/11/2011

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“Deus nos desacomoda e nos dinamiza, nos lança para constantes apelos e desafios: manifestar o Deus da justiça, da alegria e da vida que caminha com seu povo; comprometer-se sempre mais com a luta de libertação do povo e com a recuperação da dignidade humana”. (do Livro a Missão da Pastoral Social: 2.5 Lugares da missão de Jesus – Lugares da missão da Pastoral Social, pág. 45).

Muitas vezes somos questionados sobre qual é de fato o papel da Igreja na transformação social, mas não precisamos ir muito longe na história para constatar que os hospitais, os orfanatos, o estudo das ciências, a educação de crianças e jovens, as faculdades e as próprias leis surgiram, pela graça de Deus, de dentro da própria Igreja.

Como o próprio Compêndio da Doutrina Social da Igreja Católica diz a Igreja é sinal e tutela da transcendência da pessoa humana e renovação das relações sociais, e o que é relação social senão a relação entre pessoas, que independente do gênero se relacionam entre si? Portanto, se concluímos isso, é fato dizer que nós somos a Igreja e por isso não precisamos esperar que o Templo se mova para que possamos ir ao encontro do outro e isso se dá na nossa participação política, não necessariamente partidária, mas de engajamento pelas causas que acreditamos, principalmente para o bem comum.

Às vezes me pergunto, porque as pessoas tem tanta necessidade de culpar a outrem pelos seus próprios erros, seja de ação ou de omissão e porque dificultamos tanto a continuação do trabalho e missão que Jesus nos deu de se empenhar pela recuperação da dignidade humana?

Nesta semana fomos impulsionados pelo Evangelho de Mateus 25,14-30, que falava dos talentos e no próximo domingo, último domingo do tempo comum e dia de Cristo Rei vamos refletir sobre a solidariedade e a prática do amor e do serviço e claro, nada mais propício para o tempo que estamos nos preparando para viver: o Natal!

Já podemos ver ruas e lojas enfeitadas com sinos, árvores laços e presentes em preparação do Natal, mas muito além disso precisamos enfeitar nossos lares e nossos corações com a Justiça e a Paz que o Cristo que nasceu espera e cobrará de nós. Não basta comprar roupas e enfeites que iludam nossos olhos, se no dia a dia de nossa vida não olhamos para aqueles que precisam de nós com a dignidade que merecem ser tratados.

Natal é isso é a tradução do que há de mais belo e que brota do coração de Deus e que remete a todo instante ao para que nascemos e vivemos nesta terra: o relacionar-se com o outro, com Deus e consigo mesmo em busca da felicidade de Deus, do outro e por último a minha, que deve seguir esta ordem para ser completa em sua essência e dessa forma ser Igreja atuante no meio e na sociedade afim de juntos não perdermos de vista o fundamento dessa instituição da qual fazemos parte por meio do Sacramento do Batismo.

Aproveitemos, portanto, a oportunidade que Deus nos dá nesse tempo de refletir onde e como aplicamos nossos talentos em 2011 e demos a resposta que o mundo precisa, com gestos concretos, sobre o papel de Igreja que somos para a verdadeira transformação social.

Lilian Andrade
http://about.me/liliansandrade
Lilian Andrade trabalha na Fundação João Paulo II para a Rede de Desenvolvimento Social Canção Nova, como gestora dos projetos de Assistência Social.

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